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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Photos of Today

Photos of Today






Vela ao mar, mar que enrola na areia, gaivota que voa o voo da liberdade...

O vento que sopra a vela...

 O Mar que pinta a tela...


A refeição logo ali...




 A pose da lagartixa.

 O Verão que se despede...



O voo da Liberdade...

Fotografias de: João Chambel










sábado, 12 de setembro de 2015

Visões do Castelo dos Mouros

Visões do Castelo dos Mouros








Imponente, bem lá no alto do "Monte da Lua", empoleirado em rochas gigantescas da Serra de Sintra, foi em tempos um castelo quase impenetrável; o Castelo dos Mouros!










 Palácio da Pena, visto das muralhas Mouriscas.

 Palácio de Sintra, visto das muralhas do Castelo dos Mouros.



Quinta da Regaleira, uma visão das muralhas dos Mouros.
Fotografias de: João Chambel












quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fotos ao Entardecer...

Fotografias ao Entardecer...






Contraste...


Céu e Mar de Ouro.

Black And White







Flores silvestres com picos...
Fotografias de: João Chambel





terça-feira, 1 de setembro de 2015

Interiores do Panteão Nacional

Interiores do Panteão Nacional





Interiores da Igreja de Santa Engrácia ou Panteão Nacional. Com uma arquitectura digna de uma visita, de uma beleza rara, é também o casa, onde repousam várias figuras públicas, históricas e mais recentes, como Amália, Sophia de Mello Breyner Andresen e o futebolista Eusébio.










Foi aberto ao público com esse estatuto depois de concluídas as suas obras a 1 de Dezembro de 1966 com missa inaugural presidida pelo Cardeal Cerejeira e na presença do Presidente da República Américo Tomás e do Presidente do Conselho Oliveira Salazar.


A cúpula.





Estilisticamente é considerado o primeiro monumento barroco no país, é coroado por um zimbório gigante (construção moderna segundo projecto de Luís Amoroso Lopes) e o seu interior está pavimentado com vários tipos de mármore colorido.




















Visto da parte mais alta, próximo da copula, com esta imagem do chão, da parte central da Igreja.








Túmulo de Luís de Camões


A nossa querida poetisa, Sophia de Mello Breyner Andresen.


Túmulos de grandes personalidades muito queridas do povo...!

Amália Rodrigues.


Vista deslumbrante do Tejo lá do alto junto à cúpula. 





As obras que nuca mais acabavam deram-lhe o nome, Santa Engrácia!
Fotografias de: João Chambel










Pequeno vídeo do interior do Panteão Nacional.

domingo, 30 de agosto de 2015

Arte Urbana & Poesia

Arte Urbana & Poesia






Arte de rua (Urbana) em Cascais. Murais que mais parecem postais, onde as ideias do fantástico se misturam com o real, pelas mãos do artista Grafiteiro

Graffiti, é uma arte intemporal que tem resistido ao longo dos séculos. É uma forma de expressão (rebelde), uma linguagem critica ou simplesmente imaginária; a Arte Urbana.


Mural que pode ser encontrado em Cascais.







Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá, e é esta a razão intima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueça. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga. 

Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a consciência do meu corpo, que sou a criança triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Março, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto. 

No jardim que entrevejo pelas janelas caladas do meu sequestro, atiraram com todos os balouços para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto, e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginação, ter balouços para esquecer a hora. 

Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do «Marinheiro» ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se. 

Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as cousas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena — cheia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas. 

Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar. Pode ser que se não deitar hoje esta carta no correio amanhã, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no «Livro do Desassossego». Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto. (aqui !)

Fernando Pessoa, in 'Carta a Mário de Sá-Carneiro (1915) '

Num dos Portões do Jardim Carmona, Cascais.



Arte que nos transporta para lá do real.



(clique para ampliar)
Fotografias de: João Chambel



Tem mais Arte Urbana de Cascais, aqui (clique)!