Beleza, requinte arquitectónico e uma vista deslumbrante em redor, no topo da Serra de Sintra; o magnífico Palácio da Pena ou Castelo da Pena, como muitas vezes é conhecido.
Torre do relógio, em destaque.
A entrada
A parede onde se abre a porta que antecede a pequena ponte levadiça, tem uma decoração inteiramente semelhante à da fachada da Casa dos Bicos, em Lisboa.
A vigia e o mar em fundo...
O brasão de armas do Rei D. Fernado II
Pormenores com requinte.
Pormenor de uma das janelas.
No topo, uma pausa para o café e recuperar forças.
O Palácio da Pena são o expoente máximo, em Portugal, do Romantismo do século XIX. Constituem o mais importante pólo da paisagem Cultural de Sintra - Património Mundial. Em 1503 era Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, que fora doado `Ordem de S. Jerónimo, por D. Manuel I.
Terraço das Rainhas, lá em cima. Nas traseiras as torres...
A entrada para o Palácio, cheia de turistas às 10 da manhã.
Fachada, com destaque para a guarita de vigia.
Pórtico da entrada do lado direito, com fachada de azulejos em fundo.
Pórtico da entrada.
Pormenor da torre de vigia, do lado poente.
Mais de perto...
Pormenor das torres centrais, onde se encontra o Tritão.
Requinte e beleza arquitectónica.
Com pormenor da meia lua no cimo das torres.
Guarita de vigia frontal.
Fachada do pórtico da criação do mundo.
Mais em baixo, o Tritão, figura meio homem meio peixe.
Fotografias de: João Chambel - By, Sony DSC-HX60
O Pórtico do Tritão é um dos mais enigmáticos elementos arquitectónicos do Palácio da Pena. Denominado “Pórtico Alegórico da criação do Mundo” logo no século XIX, dele destaca-se o Tritão, um monstro mitológico meio homem, meio peixe.
A descodificação deste pórtico tem dado origem a diversas teorias, muitas delas sem fundamento. Muito provavelmente D. Fernando procedeu, na concepção deste pórtico, do mesmo modo que em relação a quase todas as artes decorativas no Palácio da Pena: foi recuperar elementos da cultura portuguesa. E há duas possíveis origens para este Tritão, ambas literárias. Uma é a obra de Damião de Góis de 1554, onde é mencionado um Tritão que tinha sido avistado a cantar com uma concha numa praia perto de Colares. Mas também Luís de Camões menciona um Tritão no Canto IV dos Lusíadas, cuja descrição lembra o monstro da Pena:
Lá, no alto do Monte da Lua (serra de Sintra), ele vigia o horizonte, indiferente ao que se passa na vida dos homens. Com a sua beleza deslumbrante, que parece tirada de um conte de fadas. Outrora uma fortaleza intransponível, contra invasores que tentaram adquirir seus tesouros... O Palácio da Pena, em Sintra!
Perceptiva fotográfica aos pés do "Guardião Guerreiro".
O "Guardião Guerreiro", do Palácio.
Mais de perto...
As duas torres, com o famoso Tritão ao fundo, por cima da porta.
Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos que ostenta (neogótico, neomanuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do século XIX dedicava um fascínio invulgar ao exotismo. (Wikipédia)
Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais:
A couraça e muralhas envolventes (que serviram para consolidar a implantação da construção), com duas portas, uma das quais provida de ponte levadiça;
O corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio;
O Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos;
A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte, com um interior decorado em estilo cathédrale, segundo preceitos em voga e motivando intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral.